Trocar o Cilindro de Gás da Empilhadeira gera Periculosidade

 Trocar o Cilindro de Gás da Empilhadeira gera Periculosidade

Sabemos que existe empilhadeiras elétricas, a combustão por óleo diesel e a gás, neste Post, vamos falar única e exclusivamente das empilhadeiras a gás.

Imagina a situação do operador de empilhadeira pilotando a empilhadeira e foi evidenciado pelo operador que o gás está acabando ou que já acabou, o operador vai realizar a troca deste cilindro, detalhe, ele não vai encher o cilindro, ele vai apenas realizar a troca, tirar o vazio e colocar um cheio.

Para esta atividade específica, da troca do cilindro, este operador de empilhadeira tem direito de receber o adicional de periculosidade, uma vez que o cilindro é de gás inflamável?

A resposta é, NÃO, esta atividade específica não tem enquadramento no Anexo 2 da NR 16. Por que não?

Porque, para caracterizar o adicional de periculosidade no Anexo 2 da NR 16 é necessário o trabalhador executar uma das atividades previstas no item “1” do Anexo 2 da referida NR.

E o procedimento de troca de cilindro não está descrito neste item da NR 16, sendo assim, esta atividade não é caracterizada como periculosa.

Agora, se o trabalhador realiza o enchimento do cilindro, o famoso PIT STOP, aí muda a figura, a atividade de encher o cilindro está descrito na alínea “d” do item “1” do Anexo 2 da NR 16 e a área de risco definido na alínea “j” do item “3” do mesmo anexo é um raio de 15 metros.

Vale lembrar também que, para que a atividade de PIT STOP (enchimento do cilindro) seja caracterizado como Periculoso, é necessário a exposição do trabalhador ser permanente ao risco, conforme definido pelo Art. 193 da CLT, caso contrário, mesmo que o trabalhador realize o enchimento do cilindro, não será Periculoso.

Forte abraço.

Thiago Santos Machado

Engenheiro de Segurança do Trabalho

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